TÔ GRAVANDO!

domingo, 3 de julho de 2016

NADA É TÃO RUIM QUE NÃO POSSA PIORAR!

       Que o transporte coletivo nas cidades pequenas é ruim, isso não é novidade para seus habitantes, mas tudo o que é ruim pode piorar!

       No caso em questão a cidade onde moro, Matinhos, tinha um serviço de médio a ruim! Ônibus de hora em hora, que transportavam os passageiros desde o último balneário, passando próximo ao centro da cidade e finalizando em Caiobá, o balneário "mais chique" da cidade, a linha chamada de Monções/Caiobá.
       Não era o ideal, pois com o tempo deixou de atender os alunos da UFPR Setor Litoral no período noturno, mas "dava pro gasto"!
       Porém, a empresa que prestava o serviço, a empresa OCEÂNICA SUL, operava com uma prorrogação no seu contrato, pois o prazo da concessão já havia se encerrado.
       Eis que daí em diante a coisa piorou! Depois da licitação a empresa OCEÂNICA SUL perdeu a concorrência e quem assumiu foi a VIAÇÃO MARUMBI/GRACIOSA, que fique claro aqui que as críticas que vem a seguir não são direcionadas às empresas e sim a quem "idealizou" no novo trajeto que a nova empresa terá que cumprir daqui para frente!
       Na gestão pública, ter pessoas que tenham capacidades de fazer estudos científicos, levantamentos de demanda e de impacto é coisa rara! A maioria dos gestores públicos (na maioria das vezes prefeitos e secretários) não tem conhecimento algum em elaboração de projetos e devido a esse motivo sempre a população acaba penalizada com as "presepadas" que eles aprontam!
       No caso da mudança do itinerário do ônibus em Matinhos, eu presumo que quem definiu o novo trajeto, sequer saiu do escritório para fazê-lo! Deve tê-lo feito olhando um mapa dentro da secretaria. Digo isso porque se ao menos tivesse pego um carro e circulado por esse novo trajeto perceberia que em algumas ruas mal passa um ônibus, em outras o estado das vias são deploráveis! Estipular um trajeto em que o ônibus entra na rua principal de um balneário, segue até o final e aí tem que manobrar à ré para poder voltar, é no mínimo uma falta do senso prático! Custa encurtar o trajeto em uma ou duas quadras e fazê-lo circular no quarteirão? Seria mais prático, mais seguro e daria mais agilidade ao transporte!
       Porém a falta de planejamento beirou a sua totalidade! Além do trajeto dentro dos balneários dar-se em ida e volta praticamente numa rua somente, em alguns desses balneários as ruas estão todas esburacadas, estreitas e sem indicação com placas dos pontos de ônibus, você sabe que tem ponto olhando nos postes de iluminação, se tiver pintado de azul é "parada de ônibus", enquanto isso sobram placas de trânsito no balneário de Caiobá! Entrando pelo bairro do Mangue Seco a coisa piora mais ainda! Ruas estreitas que se o ônibus estiver passando, o cidadão tem que pular para o barro para não ser atropelado!         Estrangulamentos em algumas ruas inviabilizam a passagem de dois ônibus ou um ônibus e um carro ao mesmo tempo. O mesmo acontece na Vila Nova, falta de identificação dos pontos, ruas estreitas e etc.! A tentativa de querer amealhar votos na próxima eleição colocando a linha Monções/Caiobá nesse novo itinerário pode ter sido um tiro no pé!
       Seria melhor aproveitado se o itinerário da Vila Nova e do Mangue Seco tivessem sido encorporados à linha Circular, uma vez que ambos locais ficam no entorno do centro da cidade.
Ainda nessa questão, retornaram com o horário das 22 horas, saindo da praça de Caiobá e mais uma vez os alunos da UFPR LITORAL que estudam no período noturno ficaram reféns de vans, uma vez que para poder pegar o ônibus perderiam no mínimo meia hora de aula(as aulas terminam 22:30), será que custa muito fazer com que nesse último horário o ônibus partisse da UFPR LITORAL às 22:30?
       Aliás, voltando na questão do planejamento e estudos de impacto e etc, se tivessem tido um pouquinho sequer de humildade e sentado com a direção da UFPR LITORAL, teriam tido uma ajuda significativa na elaboração de tais planos e projetos, uma vez que o transporte coletivo é o tema de TCC(Tese de Conclusão de Curso) de pelo menos uns 10 alunos, isso sem contar com professores que tem no seu currículo estudos diversos sobre transporte urbano, impacto e levantamento de necessidades!
       A população é que sofre com o despreparo de quem acha que para alterar rotas e mudar horários basta olhar num mapa e "criar" soluções!
       Esperamos que esse "calvário" ao qual os passageiros estão sendo submetidos não perdure por muito tempo e os gestores tenham a humildade de reconhecer que erraram e solucionem o mais breve possível esses problemas, afinal ficou mais rápido ir de Matinhos à Paranaguá, do que sair do Balneário de Monções para chegar ao Centro de Matinhos!

 
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