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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A falência governamental




                Os ataques do “crime organizado” realizados nas últimas semanas refletem a incompetência e a falta de planejamento do “ESTADO BRASILEIRO”! Num país em que os números da população carcerária o colocam em quarto lugar no ranking mundial, temos que considerar algumas situações:

                Os investimentos em todas as áreas são mal feitos e destes mais de 60% do dinheiro liberado se perde no caminho. Digo em todas as áreas, porque embora as demandas sejam gritantes na área da saúde, educação e segurança, as outras não figuram no índice de descontentamento devido à falta de demanda, pois se elas tivessem a mesma procura que a educação, segurança e saúde, certamente veríamos o caos instalado em todas elas.

                O custo de um preso no Brasil chega a ser 3 vezes em relação ao custo de um estudante de uma universidade, se este preso estiver em presídio federal, este custo chega a quase 10 vezes o custo de um estudante do ensino médio! É assustador que ante tal fato a “administração governamental” não perceba que é mais barato investir no cidadão para lhe dar uma melhor formação do que “corrigir” esse cidadão numa “possível reformação” numa prisão, até mesmo porque é notório que nossas prisões são na verdade universidades do crime.
                A falência chega ao ponto de o crime realmente organizado ter até partido e estatuto e a diferença entre ele e o estado é que ele cobra e com firmeza o cumprimento de “suas leis”, leis estas que ao contrário das nossas, são bem inflexíveis e claras! Não cumpriu paga com a vida!
                Na psicologia alguns teóricos dizem que quanto maior o estímulo maior a resposta, logo, se o estado não está “podendo” com o crime é porque o estímulo está grande e o estado tem se demonstrado fraco nas suas políticas, principalmente de segurança! É inadmissível que um preso tenha acesso a celulares e outros meios de comunicação com suas “gangues”, agora também é inadmissível que um diretor de penitenciaria diga que não sabe como esses aparelhos chegam até os presos!
                Regalias como visitas conjugais entre outras só deveriam ser concedidas a presos cujos crimes fossem de baixíssima periculosidade e com excelente comportamento prisional, ou seja, uma exceção e não uma regra como é hoje, até mesmo porque o estado não tem equipamentos e funcionários pra poder coibir o acesso a meios ilegais dentro dos presídios, da mesma forma os chamados “indultos” que são verdadeiros passes livres para os criminosos não retornarem ao presídio.
                Ouço dos profissionais do meio jurídico que as leis são fracas, no entanto eu discordo, você tem para um mesmo crime leis brandas e leis severas, depende de quais delas são aplicadas. O s erros começam desde a delegacia onde se lavra o famoso B.O. Boletim de Ocorrência, pois os direitos humanos se fazem presente em quase todos os casos em que são aplicadas penas mais pesadas. A “vitimização” dos criminosos com alegações do tipo “não teve chance na vida”, “o Estado não lhe proporcionou um futuro” e coisas do gênero, embora seja verdade, não se aplicam, pois se fosse desse modo todos os que estão abaixo da linha da pobreza seriam bandidos, o que não ocorre, temos inclusive marginais hoje na classe média e média alta que demonstram um grau de frieza de caráter assustador.
                Temos muitos exemplos de pessoas que vieram do nada e hoje são profissionais bem sucedidos, o que os difere dos bandidos? Simples: a vontade de ser alguém e honesto!
                Hoje a glamorização do crime incita o jovem a abraçar essa “causa”, e quando falo de jovem me refiro a jovens de todas as classes, pois vemos nos dias de hoje que o crime já deixou de ser um ato de moradores de favelas e bairros pobres.
                Dias atrás vi um vídeo em que jovens pulavam e depredavam uma viatura da Policia Militar do Paraná e isto além de me causar espanto, me convenceu de que os jovens de hoje perderam o famoso “valor moral” e o “respeito às autoridades”, o que nos remete novamente à questão da educação, com os princípios de Paulo Freire e outros pensadores da área, que defendem que a educação deve tornar o cidadão atuante, crítico e instrumento de transformação do seu meio, eu me pergunto: O cidadão está maduro o suficiente para agir dessa maneira? Eu entendo que ainda não!
                Antes de você dar direitos a um cidadão é preciso conscientizá-lo desses direitos e de como ele deve usá-los, pois quando você diz a um jovem que ele é livre sem a colocação de limites nessa liberdade, ele entende que pode tudo e sendo assim vai fazer o que lhe convier, entendendo que não deve respeito a ninguém a não ser a si próprio, deste modo criando um possível delinquente!
                As políticas públicas precisam ser repensadas de modo que as respostas à necessidade da população sejam feitas de maneiras mais rápidas e ágeis e os políticos precisam mudar o seu “modus operandi” de tal ponto que diante das problemáticas atuais da sociedade, ele dê uma resposta mais imediata!
                Quanto à criminalidade, as cabeças responsáveis pela aplicação das leis, não podem ter medo de aplicar uma pena mais dura, assim sendo, inibindo a quem cometeu o primeiro crime a pensar e cometê-lo novamente ou cometer outro. Quando seu filho faz algo que você desaprova, normalmente da primeira vez você dá um castigo um pouco mais duro para que ele não o repita desse modo as leis devem ser aplicadas nos infratores, com penas exemplares, não são as leis que são fracas e sim os que as aplicam que não usam da firmeza necessária para puni-los! Errado é errado, não tem meio errado, pouco errado ou muito errado, logo que se aplique as leis com a rigidez necessária pois, só assim inibiremos a quem acha que pode cometer crimes e sair ileso.
                Os Déficits do sistema público tendem a piorar muito ainda antes de melhorar! Espero eu estar errado em minha opinião, mas infelizmente não é o que eu observo!
               

 
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