TÔ GRAVANDO!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

S.O.S TV BRASILEIRA!

Às vezes acho que sou um homem muito chato e exigente, pois não consigo conceber que com a grana gasta nas TV’s brasileiras nos dias de hoje, não seja possível produzir programas com conteúdos interessantes, estimulantes e educativos. Alguns com mais idade devem se lembrar de um apresentador chamado FLÁVIO CAVALCANTE, pois bem se ele estivesse vivo hoje, morreria de desgosto, pois se naquela época música como INÚTIL da Banda Ultraje A Rigor o levava a quebrar o disco, o que faria ele (Flávio) nos dias de hoje com músicas como Eguinha Pocotó, Lacraia, Vô não entre outras.



Se salvam alguns programas de humor, (aqueles que não ficam só “valorizando” as “turbinadas” e “gostosas” e os programas jornalísticos, que produzem um conteúdo informativo e investigativo e que não se incluam nos jornalísticos os programas “policiais ou policialescos” como muitos os chamam por aí.
O fato é que a TV brasileira entrou na contramão, em vez de produzir programas com conteúdos interessantes, a grande maioria hoje se resume a vídeos de internet ridicularizam as pessoas e propagam uma imagem de que ser tonto, idiota ou sem instrução é legal e dá fama! Isso sem contar o fato de pegarem pessoas humildes e expô-las ao ridículo em rede nacional.



Cito um exemplo, não vou citar nomes pois, não me atenho a isso, mas pega aquele senhor tocador de violão e que canta tchãrãrãm rarãm vai vai vai tchãrãrãm.... Ele permaneceu em um determinado programa em rede nacional por aproximados 15 minutos, no entanto; qual foi o músico de uma orquestra sinfônica, filarmônica ou de qualquer outra formação, que tem que estudar anos para tocar um instrumento que teve espaço igual em rede nacional?
Existe uma grande confusão entre cultura popular e cultura popularesca, cultura popular é uma apresentação de congada, do boi bumbá ou uma apresentação de fandango, popularesca é aquela cultura jocosa, em que se pega uma apresentação que aos olhos da grande maioria seria ridícula e a transforma em sensação, como se aquilo fosse extraordinário.
Boa parte dos programas hoje meio que se especializaram em colocar pessoas de baixa renda e nível de instrução em evidência na TV para ganhar audiência. Não critico os que lá se expõe, pois certamente aquele cachê por direito de imagem que deve variar entre 100 e 500 reais com certeza vai fazer a diferença no seu final de mês.
Mas me pergunto: seria difícil criar um programa que mostrasse a superação de uma pessoa humilde (já que a mídia gosta tanto de expô-las), em que ela para ser merecedora de um determinado prêmio, tivesse que superar um determinado tipo de dificuldade? É preciso ser sempre “barraco” e exposições ridículas?


As novelas basicamente viraram um clichê; o vilão, o mocinho; o casamento desfeito; o filho que tem vergonha dos pais; o empresário sem caráter; a socialite e etc., as personagens são basicamente as mesmas, mudam os atores, o horário, o cenário e os nomes, mas as histórias se repetem. Pouco acrescentam, divulgam modismos e conteúdos inúteis que alienam os jovens e raramente tratam de temas importantes à sociedade.
Os programas de entrevistas na sua grande maioria são letárgicos, com poucas exceções, na sua maioria o apresentador quer saber mais do que o entrevistado, interrompendo-o constantemente, não deixando terminar a sua linha de raciocínio e nem a sua explicação sobre o fato ou assunto comentado.
Os programas infantis então... Nem se fala! Os produzidos pela TV comercial se resumem em passar desenhos aonde o bem luta contra o mal o desenho inteiro, é só porrada! É isso que queremos ensinar as nossas crianças? Os programas produzidos por TV’s públicas são uma lástima! Ressalve-se Castelo Ra-Tim-Bum, Vila Sézamo (importado), Mundo de Beakman (importado) que usa uma maneira criativa de despertar o gosto pela ciência entre outros.
Final de semana na TV é uma tristeza! Espaço este que poderia ser melhor utilizado pelo fato de a família se encontrar reunida, se perde com mulheres mostrando suas curvas, os ridículos da internet ou o coitado que não tem grana para reformar o seu carro ou a sua casa, ensiná-lo uma profissão melhor, capacitá-lo para que possa sair daquela situação não dá audiência, é mais fácil explorar o seu drama. Pergunto-me: quantos desse realmente conseguiram mudar a sua vida depois que um programa como esse passou por suas vidas?


O que é mais irônico disso tudo é que a própria TV está pagando por sua incompetência em produzir bons programas. Duvida? Olhe os índices de audiência! Acredito que temos televisores em mais de 80 % dos lares brasileiros, e quando um bom programa consegue bater 30 pontos de audiência é motivo para festa. Antigamente o numero de televisores nos lares eram menores, mas mesmo com concorrência acirrada os índices chegavam a 50%.
Na TV por parabólica fica pior ainda! 30 e poucos canais e você mal consegue salvar 10 canais.
O fato é que hoje a programação brasileira 80% desconstrói e deseduca e os 20% que sobram tentam fazer sofrivelmente o papel que o resto deveria fazer, que é de entreter, educar, informar e instruir o telespectador.

 
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